


O ano passado, por esta altura do ano, publiquei esta reportagem acerca das Vindimas em casa dos meus Avós.
O meu propósito é de homenagear os meus Avós.
São eles que tratam de tudo o que vos mostro, dos animais, das plantações, das flores, da vinha...
Nós apenas ajudamos quando é necessário, e tentamos dar continuidade a esta tradição.
Desde pequena que me recordo destes dias, acordávamos cedo, era o dia inteiro em grande azáfama e muita brincadeira, na altura todos os habitantes da região faziam as suas vindimas e era uma constante ver os tractores a passar carregados de cestos de uvas.
Passados alguns anos tudo ficou diferente.
O que agora se produz é muito menos, e o vinho é totalmente feito lá em casa.
Apanham-se as uvas, são desengaçadas, ficam a fermentar e depois é transferido para os depósitos.
Tudo isto em pequena quantidade e por isso mesmo é tudo feito ali.
Antigamente a vinha era bastante maior, produzia imenso e era levado para uma cooperativa, mas agora faz-se tudo em pequena escala e serve perfeitamente.
É muito trabalho, preocupações, pois o meu Avô stressa sempre com estes dias, e realmente é só por causa deles que continuamos com as vindimas, pois já não têem idade de andar nestes trabalhos, mas continuam com o gosto de ver a terra a produzir.
Tal como expliquei o ano passado, a produção da água-pé e do vinho tem os seguintes processos:
• Apanha das uvas:

• Transporte até à adega:










• O desengaçar consiste em deitar as uvas numa máquina que separa os bagos das uvas do cacho (engaço). É feito por esta máquina:





• O "bagulho", que é a casca e o sumo das uvas, fica dentro das dornas entre 5 e 7 dias a fermentar, sendo posteriormente transferido para os depósitos, tonéis ou barris, onde fica a "ferver" durante dois a três meses, dependendo da graduação do vinho.
Se for água-pé é menos tempo, para o vinho é mais tempo, entre 2 e 4 meses:


As plantações:












Os animais nas capoeiras e o palheiro onde se armazena a palha e alguns produtos hortícolas:






As flores da Avó, sempre bem coloridas:



A bela abóbora que veio para minha casa!
Brevemente aparece um belo doce de abóbora feito com ela.



Uma salada feita com produtos da horta: tomate, pepino e cebola.

Nos próximos posts irei mostrar algumas das sobremesas que fiz para o almoço das Vindimas.
Espero que tenham gostado deste pequeno registo de como foi, este ano, as nossas Vindimas!
Ola ;)
ResponderEliminarNo fim de semana também fui para as Vindimas para a terra natal da minha mãe, uma aldeia que fica perto de Vila Real, dá trabalho, mas sabe sempre tão bem ;)
Beijinhos*
Luísa, isso é que é uma riqueza...é muito bom ter ainda avós que têm uma vida activa cheia e de saúde.
ResponderEliminarAproveita enquanto os tens pois eu infelizmente já não sei que é isso, mas recordo com muito carinho os momentos que passei com eles a das coisas que aprendi com eles. São uma riqueza com um valor incalculável.Beijinhos e goza muito esses momentos.
Beijinhos
São uns dias bem passados!!!!
ResponderEliminarTodas as pessoas deviam passar por estas coisas da vida do campo...são tão saudáveis e divertidas!!!!
Luísa:
ResponderEliminarQue sorte poderes usufruir tanto e tão bem da família que tens!... Adoro essas tradições familiares....
babette
Belas fotos,Luísa, adorei o post.
ResponderEliminarÉ mesmo bom ver pessoas assim tão activas como os teus avós.
Beijinhos
Muitos parabéns por esta homenagem!
ResponderEliminarOs teus avós vão ficar muito contentes.
È fabuloso o trabalho diário que eles têm para continuar com as suas hortas bem cuidadas.
Os meus avós eram assim! Ainda me lembro quando os homens da casa iam para dentro do lagar pisar o vinho. Eu também ia em miuda mas depois era so comichões nas pernas =)
E a entre ajuda de todos os vizinhos era impressionante. Num dia iam ajudar um vizinho, no outro lá iam todos retribuir a ajuda...
Aos poucos vão se perdendo as tradições.
Apesar de a minha avó ainda ajudar imenso! Ainda hoje fui para casa de uma vizinha ajudar a cilar o milho.
Luísa,
ResponderEliminarMuito, muito giro.
Eu nunca participei em nenhuma vindima. Obrigada por partilhares esta tua vivência.
Beijo da Carla
Tudo dá muito trabalho, mas sabe tão bem ter fartura em casa.É pena que cada vez haja menos pessoas a ter horta, e todas essas coisas, pois é muito mais saudavél.
ResponderEliminarNós por cá também horta, não tão grande como a dos teus avós, e temos porcos, galinhas e coelhos, são muito mais saborosos que os de compra.
Boa coninuação
bjs
Maravilhoso Luisa...os meus pais também tem um quintal pra seu sustento e vários outros campos de cultivo!!!
ResponderEliminarAs vindimas deles foram ontem!!!
Fiquei com muita pena não puder ter ido até lá, porque adora estas tradições!!!
Revivi agora bons momentos com a tua postagem!!!
Obrigada
Beijinho
Fantástico...adorei as abóboras!
ResponderEliminarBjinhos
Que saudades as tuas fotos me fazem! Infelizmente, os meus avós já faleceram e a vinha foi arrancada. A família reúne-se mas os tempos da vindima já lá vão. Com muita, muita pena minha.
ResponderEliminarAguardo com expectativa as sobremesas, que são sempre uma tentação e um atentado à linha!
Muito obrigada e bjinhos
Agora ao ver estas tuas imagem fiquei com tantas saudades do meus tempos de criança e dos meus queridos avós. Também no tempo deles faziamos vindimas, e como eu gostava de andar no meio das uvas. Infelizmente eles já não estão entre nós. Tudo se acaba amiga....
ResponderEliminarParabéns para ti e principalmente para os teus avós.
Que bom poder rever um pouco da minha infancia nestes dias...
ResponderEliminarSabado irei participar numa também...
Bjcas
Estas tradições são tão bonitas de manter. E as coisas assim têm outro sabor, quando são cultivadas por nós!
ResponderEliminarBeijinho
Tão bom puder relembrar os meus tempos de menina, quando também eu ia ajudar os meus avós,ao ver estas tuas fotos tão ricas em memórias e lembranças...
ResponderEliminarEu nasci em Lamego, terra de bom vinho, os meus pais vieram para Lisboa, os meus A´^os faleceram e tudo se perdeu...
Felizmente compra-mos um terreno em Aveiras e aos poucos as tradições estão a voltar, nada como antigamente claro...
Mas puder dar ao meu filho alimentos da terra, ele próprio puder brincar e sujar-se na terra é outra coisa...
Pois a meninos, que infelizmente não sabem o que é sujar-se na lama ou andar no meio da orta, como todos nós sabemos, e eu quero que ele tenha contacto com a natureza e saiba de onde vem os nossos produtos e como se cultivão...
Parabéns Luisa, pelos teus Avôs e a homenagem que lhes fazes, por dares o contacto da natureza aos teus filhos e por manteres as tradições Portuguesas...
Jinhos grandes
Amiga, aguenta lá as abóboras que eu envio-te o açúcar gelificante que te tinha prometido! :-)
ResponderEliminarEstava á espera que chegassem os tomates desidratados que vou ter no blog, para te enviar também, mas está atrasado. Vão depois.
Beijinhos
Dina
É tão bom poder viver e crescer no "campo". Tenho muita pena que a minha patareca não possa passar mais tempo com os avós e ter o privilégio de crescer juntinho à mãe natureza. Tinhas que ver a felicidade dela no Verão de ver uma limoneira e dela ter apanhado um limão...é tão fácil fazer uma criança feliz!!!
ResponderEliminarObrigada por esta pequena, mas enorme partilha e PARABÉNS AOS TEUS AVÓS!!! E que continuem assim sempre...Bjos
É uma tradição muito bonita.
ResponderEliminarNós já perdemos a nossa quando o meu avô faleceu.
Comigo ficaram as recordações destes dias quentes, do cheiro do vinho a fermentar, do pisar da uva, das picadelas das abelhas :-)
Aproveitem.
Obrigado a todos pelos comentários.
ResponderEliminarA reportagem serve também de testemunho que deixo, espero todos os anos conseguir fazer um registo das nossas vindimas.
Beijinhos.
E bom saber que um por todo o Portugal ainda se mantem costumes e tradicoes antigas, apesar da vida moderna e agitada de hoje. Nem sabes o que eu nao dava para participar numa actividade destas.
ResponderEliminarBeijinhos e bigada pelo lindo post.
ohhh... que aconchego no meu coração <3
ResponderEliminarobrigada por esta partilha!
Beijinho grande*
Joana
Parabéns aos teus avós pela perseverança e pela forma impecável como têm o quintal. Assim vale a pena !
ResponderEliminarDepois….. é um privilégio poder partilhar estes momentos com os nossos avós e familiares. Tenho muitas saudades desses tempos e sinto muita nostalgia.
Aproveita ao máximo e sempre que possível. Beijos grandes.
Também nasci e fui criada numa aldeia do Douro e sempre adorei as vindimas e as coisas da terra, agora como tive que sair do nosso pais para trabalhar depois de ter regressado de Angola, só me restam as saudades, adorei a tua reportagem e as fotos.
ResponderEliminarBjs
Espectacular!! o dia e a reportagem...bom trabalho!!! esperemos que esta nossa tradição se prolongue por bons anos =)
ResponderEliminarbeijinhos
Luísa,
ResponderEliminarA minha sogra também tem um terreno com animais , agricultura, etc.. , as vindimas são feitas para as outras pessoas ou familiares.
Há que manter a tradição e temos que por mãos à obra e ajudar , eu até ao mato vou para os animais e apanho pinhas para o Inverno, temos que ajudar.
Obrigada pelo teu carinho e comentários no meu blog , adoro , bjs
Uma bela reportagem!!!
ResponderEliminarNão imaginas como é importante para alguém que sempre viveu na cidade, sem grandes referências a tradições deste tipo, e que só as viveu na imaginação, a tua partilha destes momentos felizes.
Obrigada amiga e beijinhos.
É tão bom viver estas experiências familiares e agrícolas, adoro ir ao campo e buscar as coisas à terra.
ResponderEliminarJocas
Tiaguinho, foste um dos mais trabalhadores!!!!!
ResponderEliminarVê-se nas fotos, não há como enganar!!!!!
Beijo.